Acelerando o acesso a um tratamento antirretroviral mais seguro, mais simples e mais acessível para as pessoas a viver com HIV

01 Sobre o OPTIMIZE

A otimização do tratamento antirretroviral (TARV) garante que pessoas a viver com HIV recebam o melhor TARV disponível da forma mais eficiente e da maneira mais rentável possível.

  • Os medicamentos e formulações antirretrovirais (ARV) otimizados são aqueles que são:
  • Eficazes, seguros, toleráveis e fáceis de utilizar

  • Adaptados a ambientes de recursos limitados; acessíveis, estáveis ao calor e disponíveis em apresentações em dose fixa combinada (DFC)

No decorrer dos próximos cinco anos, a introdução de um novo conjunto de medicamentos ARV para um mercado global mais amplo – incluindo novos medicamentos e formulações com maior eficácia, tolerabilidade e segurança, tais como dolutegravir (DTG), tenofovir alafenamida fumarato (FTA) e darunavir/ritonavir (DRV/r) coformulado – tem o potencial de tranformar o cenário do tratamento em países de baixa e media renda (PRBMs).

O ICAP, na Universidade de Columbia, faz parte do projecto OPTIMIZE, um consórcio global dedicado a melhorar rapidamente os resultados do tratamento das pessoas a viver com HIV, através da optimização dos medicamentos e formulações ARV e da aceleração da sua introdução nos países de baixa e media renda (PRBMs).

O OPTIMIZE recebe apoio da USAID e liderança do Wits Reproductive Health andHIV Institute (Wits RHI) da Universidade de Wits, e entre os seus membros fundadores contam-se o ICAP, da Universidade de Columbia, os Mylan Laboratories, a Universidade de Liverpool e a Medicines Patent Pool, instituição financiada pela UNITAID. O OPTIMIZE é parceria em expansão que tem por objetivo explorar os esforços colectivos de múltiplos intervenientes e inclui também a Universidade da Cidade do Cabo (UCT) e contribuições de parceiros do sector privado. A USAID é uma das principais agências de implementação do Plano de Emergência do Presidente dos EUA para Alívio do SIDA (PEPFAR), sendo responsável por mais de metade de todos os programas do PEPFAR e tendo actividades focadas em 35 países e regiões prioritários, principalmente na África Subsaariana e na Ásia. Para mais informações, visitar: www.usaid.gov

02 Porque é que a Optimização do TARV é Importante?

À medida que a dinâmica em direcção às metas da ONUSIDA 90-90-90 e a implementação das recomendações Treat All [Testar e Tratar] da Organização Mundial da Saúde (OMS) forem aumentando, vai verificar-se uma procura sem precedentes de ARVs. Calcula-se que os montantes globalmente gastos em ARVs aumentem de US$1,75 mil milhões em 2014 para US$3,8 mil milhões, em 2020, devido ao número crescente de pessoas a fazer o TARV. No contexto dos níveis estagnados de financiamento viabilizado por doadores e dos orçamentos limitados dos países PRBMs, há necessidade de implementar um tratamento mais simples, melhor, mais seguro, menos tóxico e mais custo-eficaz para o HIV.

  • 90% diagnosticados

  • ->
  • 90% em tratamento

  • ->
  • 90% com a carga viral suprimida

Calcula-se que os gastos globais de ARVs aumentem rapidamente de US$ 1,75 mil milhões em 2014 para US$ 3,8 mil milhões em 2020.

O aparecimento dos medicamentos DTG, EFV400, TAF e DRV/r como opções de tratamento com melhor tolerabilidade, maiores barreiras genéticas à resistência e custos mais baixos, pode ser consideravelmente vantajoso para a saúde e os orçamentos.  Transições anteriores de regimes ARVs foram marcados por atrasos importantes na sua introducao em paises de baixa renda e alta prevalencia de HIV, atrasando assim, durante vários anos, os avanços de tratamento das populações que mais precisavam delas. Quaisquer atrasos semelhantes que ocorressem neste momento crítico da epidemia de HIV evitariam a rápida adopção de novos medicamentos revolucionários para milhões de pacientes, obstacularizando o progresso em direcção às metas 90-90-90.

A adopção de produtos ARV optimizados vai gerar benefícios para a saúde e os orçamentos. A nível global, calcula-se que a introdução de DTG, TAF e EFV400 no mercado dos PRBMs gere economias da ordem dos US$ 3 bilhoes até 2025, ou até US$ 4 milhões por cada 100.000 pacientes em tratamento. Além disso, os países podem esperar obter economias indiretas, devido à redução das taxas de falência do tratamento e da necessidade de regimes mais dispendiosos de segunda e terceira linha. As economias directas e indirectas continuarão a aumentar a longo prazo, à medida que a concorrência do mercado se for intensificando e os países se forem simplificando, padronizando e harmonizando os protocolos de tratamento e as práticas de aquisição de ARVs.

Os benefícios para a saúde incluem:

  • Quantidades reduzidas de princípios farmacêuticos activos (API), resultando em comprimidos de tamanho menor, mais fáceis de tomar

  • Maior tolerabilidade, menor toxicidade e menos efeitos colaterais, resultando numa melhor adesão ao tratamento

  • Supressão viral precoce e sustentada, levando à diminuição da transmissão do HIV e a melhores resultados do tratamento

  • Taxas reduzidas de interrupção de regimes, falência dos tratamentos e resistência aos fármacos

03 O que é que o ICAP está a fazer para apoiar a optimização dos TARVs?

Desenvolvimento de políticas, advocacia e finanças

As políticas, plataformas de defesa e finanças nacionais estão preparadas para a introdução de novos produtos?

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Desenvolvimento de políticas, advocacia e finanças

  • Definir e promover a proposta de valor para a saúde pública
    • Defender produtos optimizados (através de Grupos de Trabalho Técnico ou (GTTs), reuniões de intervenientes e redes da sociedade civil)
  • Mapear e apoiar procedimentos mais acelerados para o registo de medicamentos
  • Efectuar análises das directrizes e avaliar as necessidades/impactos orçamentais

PROCESSOS E FERRAMENTAS DE PLANEAMENTO

As ferramentas e processos utilizados para a previsão, adjudicação, aquisição, definição de metas e monitorização das transições precisam de ser actualizados ou adaptados?

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PROCESSOS E FERRAMENTAS DE PLANEAMENTO

  • Apoiar exercícios nacionais de previsão que incluam produtos optimizados
  • Desenvolver planos de implementação em fases, incluindo planos para criar procura, comunicação, monitorização e avaliação (MeA):
    • Gerar a procura de produtos optimizados por parte dos pacientes e prestadores de serviços
    • Comunicar o plano de transição, as funções e as responsabilidades aos intervenientes
    • Estabelecer metas nacionais, subnacionais e locais e fortalecer a capacidade de transição da MEA
  • Rever as ferramentas e os procedimentos operacionais normais (PONs) para orientação e formação de médicos

CAPACIDADE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Os modelos de prestação de serviços de TARV e os profissionais de cuidados de saúde estão preparados para apoiar a introdução de novos produtos ARV e o aumento da monitorização dos pacientes para uma vigilância pós-vendas?

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CAPACIDADE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

  • Realizar uma monitorização intensificada dos pacientes, incluindo análises de coorte
  • Apoiar uma monitorização mais intensa dos estoques
  • Aumentar a visibilidade dos estoques, através de campanhas para acabar com os esgotamentos de estoques, de publicações e de ferramentas de rastreio baseadas na web
  • Efectuar uma monitorização habitual do progresso da transição, comparando-o com as metas estabelecidas
  • Implementar actividades de garantia da qualidade/melhoramento da qualidade, focando a optimização dos regimes, a supressão da carga viral e a resistência aos medicamentos ARV

MONITORIZAÇÃO E VISIBILIDADE DA TRANSIÇÃO

Existem processos rigorosos de monitorização e avaliação para garantir processos apropriados de prescrição, monitorizar os níveis de estoques de ARVs e avaliar o progresso geral da transição?

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MONITORIZAÇÃO E VISIBILIDADE DA TRANSIÇÃO

  • Adaptar modelos de prestação de serviços de forma a promover a diferenciação dos cuidados, tratamentos, retenção e adesão
    • Instituir práticas de prescrição inovadoras e serviços de cuidados diferenciados para as subpopulações
    • Integrar novos algoritmos de tratamento e aconselhamento sobre a preparação para o tratamento às estratégias de administração comunitária dos TARVs
  • Dar formação e orientação aos médicos sobre os procedimentos operacionais normais (PONs) POPs, para a gestão dos pacientes, acompanhamento dos regimes e monitorização dos estoques
  • Aumentar a procura por parte dos pacientes, através de dias de saúde comunitária e reuniões comunitárias

04 Países

O ICAP apoia os países no sentido de acelerarem a introdução de melhores ARVs por meio de abordagens comprovadas para melhorar o acesso aos mercados e fortalecer os sistemas de saúde. Clique num país destacado em cinzento para aprender mais.

QUÉNIA

1,500,000Número de pessoas a viver com HIV (todas as idades em 2015)1
826,097Número de adultos a viver com HIV e a fazer TARV em 20151
71,547Número de crianças a viver com HIV e a fazer TARV em 20151

O Quénia lançou a utilização de doses individuais de DTG em Junho de 2017. O país está atualmente a planear um lançamento mais amplo de DTG quando estiver disponível o comprimido de tenofovir/lamivudine/dolutegravir dose fixa combinada.

MOÇAMBIQUE

1,500,000Número de pessoas a viver com HIV (todas as idades em 2015)1
738,386Número de adultos a viver com HIV e a fazer TARV em 20151
64,273Número de crianças a viver com HIV e a fazer TARV em 20151

Moçambique planeia adoptar DTG no futuro, quando estiver disponível uma CDF.

COSTA DO MARFIM

460,000Número de pessoas a viver com HIV (todas as idades em 2015)1
154,228Número de adultos a viver com HIV e a fazer TARV em 20151
6,945Número de crianças a viver com HIV e a fazer TARV em 20151

A Costa do Marfim pretende lançar, futuramente, TLD para homens com mais de 15 anos de idade. A viabilização de uma associação de TLD em dose fixa está prevista ainda para 2019.

ÁFRICA DO SUL*

7,000,000Número de pessoas a viver com HIV (todas as idades em 2015)1
3,209,270Número de adultos a viver com HIV e a fazer TARV em 20151
174,891Número de crianças a viver com HIV e a fazer TARV em 20151

A África do Sul está a planear a introdução em grande escala de TARVs de primeira linha baseados em DTG para adultos, quando estiver disponível uma CDF. *O trabalho feito actualmente na África do Sul está a ser liderado pelo Wits Reproductive Health and HIV Institute e pela Clinton Health Access Initiative; contudo o ICAP prestou assistência ao desenvolvimento da avaliação das necessidades, disponibilizada na secção de recursos deste site.

1. Relatório da UNAIDS 2016 sobre a Lacuna de Prevenção (UNAIDS 2016 Prevention Gap Report)

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INFORMAÇÕES SOBRE OS ARVs

KIT DE FERRAMENTAS E DOCUMENTOS DE ORIENTAÇÃO